Desde o início da atual campanha para governador, duas questões chamaram sempre a atenção de todos os analistas do cenário político paraibano. A primeira delas, se o então prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, teria coragem de deixar o conforto de um mandato à frente da maior prefeitura do Estado, para enfrentar a incerteza de uma disputa pelo governo do Estado, sem a retaguarda de uma estrutura poderosa como a prefeitura da Capital. A outra dúvida, é se o seu sucessor, o vice-prefeito Leo Bezerra, cumpriria os acordos e acertos firmados, e sairia em defesa da candidatura de Cícero em todos os momentos e contra todas as dúvidas.
A essa altura do campeonato eleitoral, as coisas começam a ficar claras. Em primeiro lugar, apesar do favoritismo em muitas pesquisas, Cícero começa a enfrentar debilidades diante de situações de falta de firmeza por parte de alguns aliados.
E o principal cenário dessas fraquezas é exatamente a Capital, sob o comando do seu outrora vice-prefeito Leo Bezerra.
Filiado ao PSB, juntamente com seu pai deputado estadual Hervázio Bezerra e seu tio vereador Odon Bezerra, Leo construiu sólida amizade com o então governador João Azevedo, chegando a ter a própria esposa empregada no Estado, com robusto salário.
Deslanchada a campanha, com a renúncia de Cícero e sua posse no comando da prefeitura de João Pessoa, teve início um show de dubiedades e incertezas. Uma hora Leo acenava com apoio a João Azevedo para o senado. Outra hora, indicava possível apoio a Nabor Wanderley,. como segundo voto ao senado.
Esquecendo a disputa principal para o governo do Estado, onde seu maior benfeitor enfrenta a poderosa máquina do Estado e a estrutura do Governo Federal, Leo Bezerra dança entre o apoio disfarçado ao amigo João Azevedo e acenos indisfarçáveis ao segundo candidato governista ao senado, Nabor Wanderley, ambos adversários inegáveis do candidato Cícero Lucena.
Apoiar Nabor e Azevedo, ou um dos dois, numa disputa desse porte, é tentar sepultar a candidatura do ex-prefeito e aliado, responsável maior por sua ascenção ao comando da maior prefeitura do Estado.
Apoiar e votar em Nabor Wanderley e João Azevedo, torna Leo Bezerra um exemplo inegável de traidor que jamais será esquecido na história política da Paraíba. Será uma mancha indelével em sua biografia.









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